Cafés e Versos: Uma Reflexão sobre Walt Whitman
Por Marcus Polidori Há algo de mágico nas manhãs do sul do Brasil. Quando o sol se desdobra entre as araucárias e pinta a paisagem com tons dourados, fico mais introspectivo. Agora, saboreando meu café bem encorpado, mergulho nas páginas amareladas de um velho exemplar de Folhas de Relva , de Walt Whitman, que repousava sobre a minha mesa de cabeceira. A fumaça do meu cigarro dança no ar enquanto me perco nos versos do poeta americano. Whitman, o observador incansável da humanidade, encontra eco nos murmúrios das aragens que deslizam pelo pátio arborizado. Sinto-me, de certa forma, um sulista apaixonado e orgulhoso (embora eu tenha nascido no Rio de Janeiro) capturando instantâneos poéticos de uma vida simples, mas profundamente rica. Em meio ao aroma do tabaco e do café, reflito sobre como Whitman abraçou a vastidão da existência. Suas palavras ressoam como um convite a contemplar os pequenos suspiros e vislumbres do mundo vivo; e eu me pego, invariavelmente, fazendo o me...
